Estou numa grande sinuca de bico. meu coração e minha razão estão andando em sentidos diferentes.
Ontem tivemos a discussão sobre as nossas férias. Assunto banal, superficial e na opinião da maioria das pessoas, irrelevante.
Férias para nós, sempre tiveram uma conotação importante. Nós sempre tivemos o maior prazer em conhecer, explorar, visitar!
E um dos meus grandes orgulhos era o fato de nós viajarmos muito bem juntos. Viajar junto é uma arte. Não é prá qualquer um, mas nós dois conseguimos fazer do nosso tempo juntos um prazer, uma alegria! Infelizmente hoje, isso é coisa do passado.
O problema é que há 4 anos, só viajamos com os pais de Raimundo. Todo ano, a prioridade é ver onde vamos com eles, e depois damos uma escapadinha sozinhos. A nossa viagem não é mais prioridade, não ocupa o palco. E eu não tenho voto.
Viajar para onde Raimundo bem entende, com os pais, é o grande foco dele. Eu sou acessório, sou adendo, sou pinduricalho. A viagem é dele. A viagem é deles.
Eu gosto de ir para lugares exóticos. Raimundo prefere os Estados Unidos e a Europa. Eu gosto de aventuras, raimundo gosta de cultura.
Nos ultimos 4 anos, visitamos os Estados Unidos duas vezes e fomos a Europa outras três. Sempre acompanhados da família dele.
Esse ano, tentando colocar a casa em ordem ( e se esforçando para ajeitar esse casamento que anda quebrado), raimundo decidiu que nós vamos para onde eu quiser, que ele não vai chamar os pais, e que ele pode passar três semanas só comigo.
Durante essa conversa, chorei feito um bebê.
Viagens, que sempre foram a minha grande alegria, se transformaram agora em motivo de tristeza, de sofrimento e dor.
Há tempos decidi que vou passar um mês na Ásia - sem Raimundo. Assim ele pode ir se encontrar com os pais, viajar para onde bem entender. E eu não preciso ser parte disso.
Como eu tenho todo o tempo do mundo livre, desempedido e disponível, esse mês não afetaria as possíveis férias com ele.
Meu cérebro está em festa. raimundo decidiu olhar para mim, resolveu viajar comigo, me colocar a frente dos seus planos.
Raimundo diz que nós podemos ir para onde eu quiser, quando eu quiser e que se eu preferir que ele não viaje com os pais ( mesmo quando eu estiver na Ásia, não tem problema, ele não viaja).
Mas enquanto meu cerebro comemora, meu coração sangra.
Como é que ele pode achar que eu não quero que ele veja a família dele? De onde ele tirou a idéia de que eu quero afastá-lo deles?
Não quero. Nunca quis. Quis, num passado não muito distante ser importante, ser parceira, ser cúmplice. Ser a prioridade, ser o núcleo.
Não fui nada disso. Fui traída, fui enganada e fui feita de boba.
Hoje ele quer viajar comigo. Mas eu não quero mais viajar com ele.
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