Tenho vontade de ser feliz, de cantar, de pular e de saltitar mundo afora, rindo de tudo e de todos.
Ao invés disso, passo meus dias embaixo dos cobertores, dormindo para evitar o dia. Dormindo para não pensar. Dormindo para o tempo passar.
Mas o tempo se arrasta. As indecisões tomam conta da nossa vida todos os minutos. Não há certezas, não há garantias. E há muito tempo não há tesão.
Não há tesao de viver, nem de compartilhar. Não há tesão.
E eu choro. Soluço. Sofro.
Eu não vejo futuro, não tenho esperanças. Tenho dentro do peito a dor do mundo inteiro.
Raimundo há dois anos saiu com prostitutas. Juro. Aquelas mulheres que fingem gostar de você por dinheiro. Que fingem prazer, que fingem que o seu pau é grande.
E você escolhe, paga e pronto.
Pois Raimundo foi lá, escolheu, pagou e gozou. E de lambuja arrastou 15 anos de casamento pro ralo.
Hoje ele se diz arrependido, chora as mágoas, diz que faria tudo diferente se pudesse voltar no tempo. Mas tanto ele como eu sabemos que o tempo não volta atrás, que não há como apagar, não há o que fazer.
As marcas estão lá. as feridas não cicatrizaram. Elas doem, doem e doem um pouco mais.
E eu passo o dia encorujada embaixo das cobertas, imaginando que se eu ficar quietinha, se eu nao me mexer, todas essas imagens vao deixar de existir.
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