Tenho vontade de ser feliz, de cantar, de pular e de saltitar mundo afora, rindo de tudo e de todos.
Ao invés disso, passo meus dias embaixo dos cobertores, dormindo para evitar o dia. Dormindo para não pensar. Dormindo para o tempo passar.
Mas o tempo se arrasta. As indecisões tomam conta da nossa vida todos os minutos. Não há certezas, não há garantias. E há muito tempo não há tesão.
Não há tesao de viver, nem de compartilhar. Não há tesão.
E eu choro. Soluço. Sofro.
Eu não vejo futuro, não tenho esperanças. Tenho dentro do peito a dor do mundo inteiro.
Raimundo há dois anos saiu com prostitutas. Juro. Aquelas mulheres que fingem gostar de você por dinheiro. Que fingem prazer, que fingem que o seu pau é grande.
E você escolhe, paga e pronto.
Pois Raimundo foi lá, escolheu, pagou e gozou. E de lambuja arrastou 15 anos de casamento pro ralo.
Hoje ele se diz arrependido, chora as mágoas, diz que faria tudo diferente se pudesse voltar no tempo. Mas tanto ele como eu sabemos que o tempo não volta atrás, que não há como apagar, não há o que fazer.
As marcas estão lá. as feridas não cicatrizaram. Elas doem, doem e doem um pouco mais.
E eu passo o dia encorujada embaixo das cobertas, imaginando que se eu ficar quietinha, se eu nao me mexer, todas essas imagens vao deixar de existir.
Tuesday, June 26, 2012
Wednesday, June 13, 2012
Eu quero sair daqui!
Estou numa grande sinuca de bico. meu coração e minha razão estão andando em sentidos diferentes.
Ontem tivemos a discussão sobre as nossas férias. Assunto banal, superficial e na opinião da maioria das pessoas, irrelevante.
Férias para nós, sempre tiveram uma conotação importante. Nós sempre tivemos o maior prazer em conhecer, explorar, visitar!
E um dos meus grandes orgulhos era o fato de nós viajarmos muito bem juntos. Viajar junto é uma arte. Não é prá qualquer um, mas nós dois conseguimos fazer do nosso tempo juntos um prazer, uma alegria! Infelizmente hoje, isso é coisa do passado.
O problema é que há 4 anos, só viajamos com os pais de Raimundo. Todo ano, a prioridade é ver onde vamos com eles, e depois damos uma escapadinha sozinhos. A nossa viagem não é mais prioridade, não ocupa o palco. E eu não tenho voto.
Viajar para onde Raimundo bem entende, com os pais, é o grande foco dele. Eu sou acessório, sou adendo, sou pinduricalho. A viagem é dele. A viagem é deles.
Eu gosto de ir para lugares exóticos. Raimundo prefere os Estados Unidos e a Europa. Eu gosto de aventuras, raimundo gosta de cultura.
Nos ultimos 4 anos, visitamos os Estados Unidos duas vezes e fomos a Europa outras três. Sempre acompanhados da família dele.
Esse ano, tentando colocar a casa em ordem ( e se esforçando para ajeitar esse casamento que anda quebrado), raimundo decidiu que nós vamos para onde eu quiser, que ele não vai chamar os pais, e que ele pode passar três semanas só comigo.
Durante essa conversa, chorei feito um bebê.
Viagens, que sempre foram a minha grande alegria, se transformaram agora em motivo de tristeza, de sofrimento e dor.
Há tempos decidi que vou passar um mês na Ásia - sem Raimundo. Assim ele pode ir se encontrar com os pais, viajar para onde bem entender. E eu não preciso ser parte disso.
Como eu tenho todo o tempo do mundo livre, desempedido e disponível, esse mês não afetaria as possíveis férias com ele.
Meu cérebro está em festa. raimundo decidiu olhar para mim, resolveu viajar comigo, me colocar a frente dos seus planos.
Raimundo diz que nós podemos ir para onde eu quiser, quando eu quiser e que se eu preferir que ele não viaje com os pais ( mesmo quando eu estiver na Ásia, não tem problema, ele não viaja).
Mas enquanto meu cerebro comemora, meu coração sangra.
Como é que ele pode achar que eu não quero que ele veja a família dele? De onde ele tirou a idéia de que eu quero afastá-lo deles?
Não quero. Nunca quis. Quis, num passado não muito distante ser importante, ser parceira, ser cúmplice. Ser a prioridade, ser o núcleo.
Não fui nada disso. Fui traída, fui enganada e fui feita de boba.
Hoje ele quer viajar comigo. Mas eu não quero mais viajar com ele.
Ontem tivemos a discussão sobre as nossas férias. Assunto banal, superficial e na opinião da maioria das pessoas, irrelevante.
Férias para nós, sempre tiveram uma conotação importante. Nós sempre tivemos o maior prazer em conhecer, explorar, visitar!
E um dos meus grandes orgulhos era o fato de nós viajarmos muito bem juntos. Viajar junto é uma arte. Não é prá qualquer um, mas nós dois conseguimos fazer do nosso tempo juntos um prazer, uma alegria! Infelizmente hoje, isso é coisa do passado.
O problema é que há 4 anos, só viajamos com os pais de Raimundo. Todo ano, a prioridade é ver onde vamos com eles, e depois damos uma escapadinha sozinhos. A nossa viagem não é mais prioridade, não ocupa o palco. E eu não tenho voto.
Viajar para onde Raimundo bem entende, com os pais, é o grande foco dele. Eu sou acessório, sou adendo, sou pinduricalho. A viagem é dele. A viagem é deles.
Eu gosto de ir para lugares exóticos. Raimundo prefere os Estados Unidos e a Europa. Eu gosto de aventuras, raimundo gosta de cultura.
Nos ultimos 4 anos, visitamos os Estados Unidos duas vezes e fomos a Europa outras três. Sempre acompanhados da família dele.
Esse ano, tentando colocar a casa em ordem ( e se esforçando para ajeitar esse casamento que anda quebrado), raimundo decidiu que nós vamos para onde eu quiser, que ele não vai chamar os pais, e que ele pode passar três semanas só comigo.
Durante essa conversa, chorei feito um bebê.
Viagens, que sempre foram a minha grande alegria, se transformaram agora em motivo de tristeza, de sofrimento e dor.
Há tempos decidi que vou passar um mês na Ásia - sem Raimundo. Assim ele pode ir se encontrar com os pais, viajar para onde bem entender. E eu não preciso ser parte disso.
Como eu tenho todo o tempo do mundo livre, desempedido e disponível, esse mês não afetaria as possíveis férias com ele.
Meu cérebro está em festa. raimundo decidiu olhar para mim, resolveu viajar comigo, me colocar a frente dos seus planos.
Raimundo diz que nós podemos ir para onde eu quiser, quando eu quiser e que se eu preferir que ele não viaje com os pais ( mesmo quando eu estiver na Ásia, não tem problema, ele não viaja).
Mas enquanto meu cerebro comemora, meu coração sangra.
Como é que ele pode achar que eu não quero que ele veja a família dele? De onde ele tirou a idéia de que eu quero afastá-lo deles?
Não quero. Nunca quis. Quis, num passado não muito distante ser importante, ser parceira, ser cúmplice. Ser a prioridade, ser o núcleo.
Não fui nada disso. Fui traída, fui enganada e fui feita de boba.
Hoje ele quer viajar comigo. Mas eu não quero mais viajar com ele.
Tuesday, June 5, 2012
Deprê, Maria?
Minha terapeuta jura que eu ando dormindo o dia inteiro por que os problemas só acontecem durante o dia, e dormindo eu os evito!
De louca ela não tem muito, né?
A verdade é que além de torcer, esperar e rezar ( que agora eu dei pra fazer também), não me resta muito o que fazer. Além de ir á terapia. Duas a três vezes por semana.
Com a crise política do país, o instituto onde o raimundo trabalha está indo de mal a pior. Cortes salariais, um clima de merda, uma situação praticamente insustentavel.
E nós temos que tomar as nossas decisões imediatamente, por que a escola quer saber se vamos ficar com as vagas das meninas, o senhorio precisa saber se precisa de outra familia para alugar a casa, minha empregada precisa de outro emprego...
E nós não sabemos nem o que vai ser danossa própria vida, como vamos poder cuidar da vida dos outros?
Enquanto isso, eu durmo. O dia inteiro.
De louca ela não tem muito, né?
A verdade é que além de torcer, esperar e rezar ( que agora eu dei pra fazer também), não me resta muito o que fazer. Além de ir á terapia. Duas a três vezes por semana.
Com a crise política do país, o instituto onde o raimundo trabalha está indo de mal a pior. Cortes salariais, um clima de merda, uma situação praticamente insustentavel.
E nós temos que tomar as nossas decisões imediatamente, por que a escola quer saber se vamos ficar com as vagas das meninas, o senhorio precisa saber se precisa de outra familia para alugar a casa, minha empregada precisa de outro emprego...
E nós não sabemos nem o que vai ser danossa própria vida, como vamos poder cuidar da vida dos outros?
Enquanto isso, eu durmo. O dia inteiro.
Monday, June 4, 2012
Progresso, Maria?
Talvez hoje seja um marco na minha tragetória, talvez hoje eu tenha sem querer, dado um passo a caminho da minha liberdade interior. Talvez eu esteja alguns centímetros mais perto da paz.
Raimundo dormia ao meu lado. Ha semanas tenho insônia, nada me faz acalmar e pegar no sono. Passo noites em claro e só consigo adormecer depois das 5 da manhã. Diariamente.
Minha terapeuta diz que a noite os problemas não acontecem, então não é perigoso ficar acordada. Já durante o dia, quando os lobos e os maus estão á solta, tudo é diferente.
Ela tem razão. Danada essa minha terapeuta. Sabida como ninguém.
Mas hoje, apesar das noites insones e das dúvidas que me atormentam, tive um sentimento novo a brotar no meu coração.
Enquanto Raimundo dormia, notei a tristeza em seu rosto. E fiquei atormentada pela sua dor.
Pela primeira vez em dois anos, a dor de raimundo me atingiu, me feriu.
Já tive raiva, ódio e rancor. Depois senti muita mágoa, uma dor lancinante. Aos poucos eu achei que caminhava para a indiferença - meu grande objetivo.
Mas hoje, acho que tomei o caminho errado, entrei sem querer num desvio da minha trajetória e estou um passo mais perto de desejar que ele seja feliz.
Talvez seja isso. Não seja mais só a minha própria felicidade a me preocupar. Talvez eu hoje queira que Raimundo seja feliz também.
Comigo ou sem mim.
Não importa.
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