O tempo passou e eu andei sumida. Refazendo minha vida, retraçando meus caminhos. Passei por fases doloridas, tomei decisões difíceis, muito difíceis.
Perdoei Raimundo.
Me tornei mais uma vez, a Maria sombra, a Maria vai com as outras. A Maria que no final das contas, faz o que é esperado dela. depois de espernear muito.
Tomei a decisão de continuar nessa jornada pelas minhas filhas.
Fiz terapia. Viajei para clarear as idéias. Fiz meditação e aprendi a rezar.
Nada falou tão alto na minha alma quanto o pedido da minha filha. As Mariazinhas são para mim, mais do que tudo na vida, mais do que tudo no mundo.
E por elas, fico. Por elas, abraço essa jornada, continuo meu caminho.
E tento sair dessa batalha com o mínimo de machucados possíveis.
Raimundo está deprimido. Isso não é novidade alguma. Raimundo tem uma forte tendência á depressão, a querer jogar tudo pro alto.
Dessa vez, o que raimundo jogou pro alto, doeu no fundo da minha alma.
Raimundo deixou Mariazinha primeira ir morar com os avós.
Meu coração, que já tinha sido partido antes, sofreu mais um golpe.
E eu me calei. Aceitei a decisão, não tive forças para lutar.
Mariazinha primeira partiu.
E eu, que tinha ficado em casa por ela, fiquei sozinha, olhando para o ninho vazio.
Seis meses. A promessa é que ela volte em seis meses.
Por enquanto, fico aqui, embalando Mariazinha dois que sempre foi minha, quem eu nunca tive medo de perder...
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