Eu me sinto num grande turbilhao, sem ter controle da minha propria vida, sem saber o que o destino me reserva.
Eu moro no exterior. Nos todos moramos. Eu, marido, e as duas filhas. E nao pretendemos voltar ao Brasil. Juntos ou separados.
Hoje a situacao naoe sta muito boa no pais onde vivemos e temos que tomar algumas decisoes urgentes.
Decisoes estrategicas que vao definir boa parte do nosso futuro nao podems er tomadas em meio a esse redemoinho de emocoes e sentimentos.
Mas o tempo e cruel. Ele nao espera.O relogio continua correndo.
Meu marido, que vou chamar Raimundo, decidiu que nao quer mais viver aqui. Nao gosta, nao quer, nao vai.
Simples assim.
E mais uma vez a minha opiniao nao importa, nao interessa.
Hoje, durante a nossa briga, ele tomou a sua decisao:
- Com emprego ou sem emprego, vou embora daqui. Vou estabelecer uma data limite e vou embora!
Com a sua decisao tao firme, ele tomou uma por mim tambem. Sem emprego, eu tambem vou embora - mas nao vou com ele.
Depois de 17 anos, pela primeira vez eu vou fazer valer os meus sentimentos e as minhas emocoes. Se ele vai comigo ou sem mim, vou tornar a decisao dele muito mais simples.
Vai sem mim.
Por que eu estou definitivamente e irremediavelmente exausta.
Me cansei. E estou pronta para jogar a toalha.
Hoje estabelecemos duas datas importantes:
1 Junho 2012 - decisao final sobre o futuro do nosso casamento
1 Setembro 2012 - Ultimo dia de Raimundo nesse pais
O unico problema e que eu estou disposta a acompanha-lo se ele tiver um emprego, mas brincar de adolescente e jogar os brinquedos fora do berco a essas alturas do campeonato, e no minimo ridiculo, e eu nao vou fazer parte desse circo.
Me parece que mais uma vez esses ultimatos nao passam de uma grande palhacada, sem peso nem forca nenhuma.
E o meu coracao sangra copiosamente...
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