
E nesse sofrimento sem fim, já se foram alguns anos. Já nao tenho como comentar com as pessoas o que vai no meu coração, por que tudo o que há a ser dito, já foi repetido milhares de vezes, por mim mesma.
Infelizmente eu falo, falo, e como uma patinadora enroscada, não saio do lugar.
Ha algum tempo empaquei.
Minha terapeuta, num obvio deslize, disse: Mas por que você continua com ele? Por que?
E a constatação de que ele me empurra prá baixo é cada vez mais clara.
Eu vejo. Outras pessoas veem. Algumas me dizem sem meias palavras... mas eu fico aqui, nessa inércia, nessa dor interminável.
É como se eu nao tivesse direito nenhum a felicidade. Como se ela nao me coubesse, não me pertencesse.
E para consumo externo, eu rio, faço palhaçadas e pareço feliz. Ninguém sabe que há muito meu coração secou e a minha alma murchou. Eu já não existo!